sábado, 27 de setembro de 2008

Que a minha boca não diga

Tia Renata tem razão,quando estamos deprimidos,fora do eixo,esculhambados emocionalmente,é quando temos que aproveitar pra criar.
Ai está algo que criei,muito visceralmente,me perdôem.

Que a minha boca não diga

Se eles soubessem o quanto sou gentil me calando,
Se soubessem por um momento o que penso deles...
Se por um instante vislumbrassem o meu repúdio...
Se ouvissem o meu sussurro interno,
Ah.....se desconfiassem o que o meu silêncio esconde...
O que penso é tão denso,massacrante e humilhante...
Quando os enxergo a imagem é tão pedante.
Mas vejam que os céus jubilam o bem:
O ser supremo me presenteia, eximindo-me de coragem para dizer
Mas não os presenteia com estrutura suficiente para ouvir.
Então que minha boca não diga,e minha estrada prossiga
E que os ouvidos deles estourem diante da verdade de outra boca qualquer.

4 comentários:

Renata Miranda disse...

Eu não disse? Texto perfeito!
Parabéns!!!

Gegé de Miranda disse...

Amei!! hehehe me identifiquei com algumas partes dele uahuahauha Beijão sumida!

Anônimo disse...

O poema bem poderia ser dedicado a esta cambada de politiqueiros, que fazem de tudo pra se dar bem. Parabéns pela bela poesia!!!Bjs!!

Pedro Santos disse...

Pensamento com densidade, sentimento com densidade, dizeres com densidade. Peso pesado, gostei.