quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Abre a boooooooca é Royal!!!!!!!!!!!!!!

Já escrevi algumas vezes aqui sobre meu primo João Felipe.
Prá quem nunca leu nada sobre ele,adianto que é uma figuraça,um ser muito engraçado,cheio das gírias,de bom humor e mente fértil.
Eis que certa vez,estava eu fazendo um curso em Porto Alegre durante a semana,e me hospedei na casa dele pra não precisar vir pra Novo Hamburgo toda noite.
Junto comigo estava uma colega de trabalho e amiga que também estava fazendo o tal treinamento e que também hospedou-se na casa do João.
À noite fazíamos janta,tomávamos umas cevas e falávamos toda bobagem possível.
Aquelas de rir até dar dor de barriga,sabem como é?
Pois é.
Numa noite destas,eu e minha amiga começamos a sessão: Depreciação e Neura.
Vocês não sabem que sessão é esta?
É aquela hora quando as mulheres começam a colocar defeito no seu próprio corpo,dizer que as amigas estão mais em forma,que as mulheres das revistas estão lindas e maravilhosas,que gostariam de mudar tudo,fazer mil plásticas e talz.
Então depois de me ouvir dizer que eu gostaria de ter pernas mais grossas,menos barriga,panturrilha mais definida,cabelo liso(estas coisas normais das quais as mulheres sempre reclamam)a minha amiga resolveu abrir a boca e se puxar na reclamação.
*Detalhe importante:minha amiga é dona de um corpo escultural e invejável.
Bem,ela começou a desfiar seu rosário:
-Ai,eu queria ter uma boca maior.Bem maior,mais carnuda,vermelha,assim,bocão sabe?
Queria uma cinturinha bem fininha,mas assim bem fininha tipo um peão,um violão,entendem?...Ah e eu também odeio meus pés,queria pés bem pequenos.
-Mas criatura teu pé é pequeno.
-Não,eu queria um pezinho de gueixa,entende?
-Tá,tudo bem entendo.
-Então e eu queria também ter mais peito.Bem mais peito.Assim,peitão,sabe?Assim caindo pra fora do decote?Tá entendendo?
-Sei,peitão,entendi.
-E queria ser mais morena.Putz eu sou muito branca,nossa,branca demais.Queria ser assim bem bronzeada,com marquinha de bíquini até no inverno entende?
-Putz,tá entendo.
Nesta hora o João Felipe que tinha escutado tudo numa seriedade absoluta e sem entender nada,por que enfim minha amiga é realmente uma mulher dona de um corpo perfeito,resolve falar.
-Escuta aqui ô...tu tá lôca?Tu tava ai descrevendo como tu queria ser e eu aqui só imaginando...tu andando pela rua,com uns baita peitão balão,tentando ficar de pé em cima de uns pezinhos minúsculos de gueixa,perdendo o equilíbrio e andando corcunda por que com cinturinha fininha,fininha que nem peão,peitão de balão e pezinho de gueixa tu não ia parar de pé,sacumé?E daí uma boca gigante igual o Bocão da Royal,laranja de bronzeamento artificial e com marquinha de biquíni no inverno.Puta que pariu guria, tu seria uma aberração!!!!!!!!!!!
Não preciso dizer à vocês que toda comida que eu tinha dentro da minha boca vôou em cima da mesa,entrou pelo buraco errado da minha garganta e eu quase sufoquei de tanto dar risada né?
Minha amiga deitada no chão rolando de rir e eu lá com meus botões pensando como nós mulheres somos bobas às vezes.
Tá certo que ter uma barriguinha sarada pra sentar na beira da praia sem fazer feio é um baita up na auto-estima e pode até salvar alguém de uma depressão,agora,bocão da Royal,sinceramente não dá.
Bizarramente falando,acho que o João Felipe imaginou uma coisa mais ou menos assim:


E no fim da história saiu cantando pela casa:
-Abra a bocaaaaaaaaa é Royal!
E na ponta do pé,imitando alguém tentando se equilibrar em mini-pezinhos e corcunda como alguém que tivesse mega-peitões.
É,este é meu primo João.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Acasúva

Minha amiga Nina Fleck,esposa do Marcelinho é professora e das buenas.
Trabalha com criancinhas pequeninhas,e que portanto,são fontes de histórias engraçadíssimas.
Diz ela que certa feita estava com seus aluninhos pitocos escutando músicas e comentando à respeito.
E que então,um de seus pimpolhos começou a dizer que gostava do Acasúva.
Minha amiga Nina tentando entender que grupo era este,tentando decifrar que música podia ser ou algo do gênero,enche de perguntas a "ferinha",que balançava a cabeça e dizia:
-Não Tia Carol,não é esta música.É aquela do Acasúva....
A Nina curiosa tenta cantar alguns trechos mas o menino ansioso apenas dizia que não era nada daquilo que a tia estava cantando.
Então minha amiga acaba por pedir ao aluninho que cante a música que ele tanto gosta e ele suspirando começa:
-Aquela Tia que é assim ó: O acasúvai me proteger enquanto eu andar "distaído"....
(Amei esta história)

PS:que saudade dos meus tenros aninhos de idade.....

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Véspera

Enquanto bolo textos mil para suprir a sede de blog da Senhorita Dexheimer,deixo com vocês o texto do meu amigo e baita gremista: Leonardo Fleck,que escreve para o site Grêmio Copero.
Site este que tu acessa clicando no link ai no canto direito do meu blog.
Sou tricolor de Porto Alegre,minha alma é azul celeste.
Então,na véspera,eu não poderia deixar este espaço em branco.
Lá vai,com vocês:
Leonardo Fleck


Ninguém ganha do Grêmio sem passar por Porto Alegre!

Senhoras, senhores. Irmãos nas três cores, quinta-feira chegará em poucas horas. É dia de Batalha.
Amanhã, quando sair a campo o Grêmio, sairá a campo O Grêmio. Inteiro. O Grêmio das causas impossíveis diante de uma causa possível. O Grêmio e suas três cores sagradas. O Grêmio e sua fanática torcida berrando por classificação, famintos de copa. O Grêmio de hoje, o de amanhã e, sobre todos eles, o Grêmio de desde sempre. Místico, barreiro, encardido, peleador, comedor de grama. O Grêmio com sangue no olho, o Grêmio cão que já provou gosto de carne vermelha. O Grêmio gaúcho. O Grêmio terra de fronteira. O Grêmio grosso, tosco, destemido. O Grêmio do frio, do inverno, da guerra por liberdade. O Grêmio Farroupilha. O Grêmio da Azenha, do Olímpico Monumental, de Porto Alegre, do Rio Grande. O Grêmio Portaluppi, Grêmio Lara, Grêmio Dinho. O Grêmio-sangue de De León. O Grêmio cisplatino. O Grêmio Felipão. O Grêmio futebol-arte pra gremista ver. O Grêmio-rugbier pro Brasil odiar pela tevê. O Grêmio que desafia a lógica e vence. Que se impõe na dificuldade, na adversidade, que se impõe com futebol mas, que se preciso for, que se impõe pela força, que problema há? O Grêmio de nossos amores, o Grêmio objeto da nossa maior constância nessa vida, ser gremista.
Se não for pra cantar, veja pela tevê, entregue teu ingresso prum amigo. Se não for com o espírito enxarcado de confiança, veja pela tevê, entregue teu ingresso prum amigo. Se não for pra vencer, assuma-se vermelho.
Vá em paz. Que a guerra se faça dentro de campo! Ninguém vence o Grêmio sem passar por Porto Alegre.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Antes eu só tinha medo do "Mesmo"



Pois é.
Antes eu brincava que só tinha medo do "Mesmo".
Sim o "MESMO".
Aquele da plaquinha dos elevadores:
Cuidado:antes de entrar verifique se o Mesmo encontra-se parado neste andar.
Eu vivia fazendo esta piadinha dizendo que eu jamais queria encontrar o "Mesmo",parado no meu andar,mas enfim.
O caso é que ultimamente eu tenho tido medo mesmo é do Google.
Tudo,mas tudo que a gente quer saber,quer encontrar,quer comprar hoje em dia,pergunta pro ?maldito?(ou bendito?)Google.
É impressionante.
Passei por uma livraria onde vi a revista Galileu exposta com a frase:Você tem medo do Google?
E isto me fez pensar em trocentas coisas.
Fui ler a tal revista e entre coisas fantásticas das quais eu já tinha conhecimento,fiquei boquiaberta com algumas outras impactantes que eu nem sonhava.
Por exemplo:
*O site do Google registra 40 bilhões de buscas por mês.
É busca prá caraca.
*65% dos internautas utiliza alguma ferramenta do Google.
Sim,até a sua bisavó deve usar alguma ferramenta do Google,não tem como escapar.
*O Google registra tudo o que seus usuários escrevem,fazem,registram ou compram,a menos que estes bloqueiem a opção de rastreio em suas preferências(sei lá eu onde muda esta tal opção).
Imagina meu medo de bloquear este tal rastreamento e notar que o Google viu que eu tô lá me rebelando contra ele,impedindo que veja meus passos enquanto passeio dentro dele?Eu,hein!
*Um dos LEMAS da empresa Google é:organizar a informação do mundo.
Além de meio megalomaníaco(e como não ser não é?) este lema esá meio impreciso,por que eu diria que eles não pretendem apenas organizar,como armazenar toda informção do mundo e prá usar não sei no quê!!!! O que reforça ainda mais meus temores,entendem?
*Se a internet fosse o mundo,e o Google,um governo prestando serviços a esta população de mais de um bilhão,ele seria o terceiro país do planeta em população,mais que o triplo dos EUA.
Tenho medo de quem seria o Presidente do Google,e do que ele faria se quisesse jogar War Online.
*Mesmo a internet sendo uma mídia com todo este poderio,e com o Google atingindo bilhões de usuários,os "anônimos" que se jogam com seus vídeos em busca da fama no Youtube(ferramenta Google)só deixam de ser "anônimos",quando estampam suas caras nas revistas,jornais ou tv.
Vixi,daqui uns dias o Google compra a CNN,o New York Times e a Vogue.
Será que já não são do Google?
Hummm,não sei deixa eu pesquisar no Google e já digo.
*Na China,quem acessa o Google,não vai encontrar nada do que o governo Chinês não deseje.O mesmo se dá com o Google News em chinês,abastecido apenas pelas fontes oficiais.
O Google diz que a única maneira de continuar na China era compactuando com a censura.
Dizem que não acham a melhor coisa do mundo,mas com certeza também não acham ruim a grana que ganham por lá,naquela que é a segunda maior econcomia do planeta.
Negócio da China né?
Enfim o Google me amedronta.
Ele está em todos os lugares,mesmo onde nem o consumo chega.
Ele acha o que quiser,ele mapeia nossos gostos,nossas preferências,estuda nosso comportamento,divulga nossas idéias,oferece o que desejamos e vem se tornando mestre em descobrir o que ainda nem sonhamos cobiçar.
Ele te rastreia com o teu consentimento,e sem ele também.
É como estar num BIG BROTHER sem confinamento,já pensou?
Ui que medo.
Aiai,bons tempos em que eu temia o "Mesmo"....

domingo, 21 de junho de 2009

Lupicínio se conformou,mas eu não

Este negócio de felicidade que vai embora e vira música é coisa pro Lupicínio.
Eu corro que nem louca atrás da minha.
Eu acho realmente que hoje em dia as pessoas se preocupam demais com a felicidade,ou a infelicidade dos outros,e acabam esquecendo da sua.
Parece ainda que a infelicidade alheia chega a ser um alívio pra algumas pessoas,que acabam olhando ao redor e pensando:-Ah,a vida dos outros também é uma merda,logo posso ficar bem tranquilo e seguir com minha vidinha medíocre.
Eu acho que não sou deste planeta mesmo.
Vibro com a felicidade alheia,por que acho que a alegria é contagiante,se espalha e ao se multiplicar faz um bem danado pra todo mundo.
E sou um ser que não se acostuma em ser infeliz.
Eu me revolto,eu me rebelo,eu quebro tudo e começo tudo de novo,sem cerimônia,vergonha ou arrependimentos.
O que não deixo é a vida passar e me acomodar em levar uma rotina sem felicidade,como se fosse normal viver uma vidinha mais ou menos.
E acho que todo mundo deveria pensar assim.
Eu tô na luta.
Na batalha árdua e constante de ser feliz.
E acho que mereço recompensas por isto.
E por achar isto,tenho sido recompensada.
E tem andado tudo muito bem no "Reino da Dinamarca"....
Coisa boa.
Felicidades prá vocês também.
Todo dia.
Sempre.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Único

Ele parecia lindo.
Veio até minha mesa impecável.
Todos os olhos se voltaram para ele.
Eu percebi a cobiça nos pensamentos alheios.
Notei um certo ar de inveja ao meu redor.
Pude sentir algumas mulheres suspirando.
E então...
Se fez de durão por fora,como sempre.
Mas eu sabia e conhecia muito bem seu interior.
Porém,desta vez me surpreendeu.
Mostrou tudo que estava guardando e eu me derreti.
Ele também.
Eu estava acostumada com ele,mas naquela noite foi irresistível,diferente,único.
Um misto de sensações me dominou.
Foi então que me rendi.
E caí de colher naquele Petit Gauteau.

Ps:êita gente maliciosa....rsrsrsr
À propósito,experimentem o do restaurante Peppo em Porto Alegre e vão entender por que dediquei um texto a esta tentação.

sábado, 30 de maio de 2009

Ei,senhorita....

Tá bom....Senhorita Dexheimer tá desculpada.
Estar na Tailândia,e sem internet é uma boa justificativa para não ler meu blog e não comentar.
Mas então continue lendo ai para o povo de Londres,por que quero ser um pavão internacional.
Beijos gigantescos,saudade imensa.
Este pavão não tem as mesmas cores sem você por perto.
Te amo horrores.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O verão,estação da perdição





Tô meio fora do clima né?
O frio chegando e eu falando de verão.
É por que eu resolvi que vou convencer vocês de que o inverno é um bela porcaria.
Raciocina comigo.
Cinco graus centígrados.
(e tô falando em Novo Hamburgo,por que os Caçapavanos eu nem preciso convencer de que o frio é uma merda)
Dai tu tem que sair da tua cama,quentinha,que já levou séculos pra esquentar na hora que tu foi dormir.
Então tu coloca o dedo do pé pra fora e ele já encaranga.
("encarangar",pra meus leitores que não são gaúchos,é congelar de frio).
Em seguida tu pensa mais uma vez por que é que o ser humano não hiberna no inverno,feito os ursos,e inventou o tal de trabalho 11 meses por ano.
Com um esforço hercúleo tu te levanta e pensa na dor que vai ser tirar o pijama,ir pro banheiro que vai estar mais para pólo Norte do que para banheiro.
Então tu liga o chuveiro e não abre ele muito,pra água ficar fervente.
Eu,que sou uma pessoa de pele seca,saio do chuveiro parecendo uma lixa,e toda cheia de alergias do maldito frio.
Dai tenho qu mandar manipular creme hidratante,porque não é qualquer creminho que aplaca o ressecamento da pessoa.
E então vá creme gelado no corpo todo.
A pele do rosto então,vixi.
Sempre de gloss pra boca não parecer um sinalizador,e creme pra hidratar mas não demais,se não dá espinha.
Em seguida coloca a roupa.
Ah,dai é um capitulo a parte.
Sinto muio frio nas pernas então tenho que usar meia calça por baixo,e depois meia normal por cima, nos pés.
E eu odeio a sensação de calças sobre calças.
E a quantidade de blusas?
Também odeio a sensação de estar "maneada".
(pros meus leitores não gaúchos:"maneada" significa amarrada)
Ah e tem que parecer bonita ainda né?
Sim,com duzentas blusas,nariz de rena,pernas com mil calças,sem pescoço de tanta gola e cachecol.
Tem que parece maravilhosa.
Ainda mais quem tem cabelo ruim que nem o meu que em dias úmidos parece um nuvem,de tão armado.
Sem falar no quanto tu gasta com botas,mantas,casacos,capas.
E já experimentou limpar cocô do teu cachorro na sacada as 11:30 da noite e de pijama na friaca?
E a balada?
Bah piorou né.
Tu nunca sabe o que colocar.
Se pôe um monte de roupa fica parecendo uma velha e depois morre de calor dentro das festas,ou fica segurando teus casacos e mantas e dai não dança,a noite toda.
Sem falar que não tenho nem ânimo de sair no inverno.
Minha cervejinha estupidamente gelada nem me apetece.
Ah e não me venham falar de vinho,tá?
Sim,eu gosto,óbvio.
Mas chileno e de preferência no Chile mesmo ou em Buenos Aires,no Porto Madero.
Ou claro quando se vai à Gramado ou Canela.
Como fui a Buenos Aires uma vez só,o Chile eu não conheço e Gramado e Canela só quando sobra verba,complica,né?
Agora,quem é que reune a mesma turminha de balada do verão,socada dentro de uma casa bebendo vinho no inverno?
Quando eu tinha 16 anos e tomava vinho de garrafão,até rolava.Mas hoje em dia não.
E não me venham falar de lareira.
Os abonados ai,nem se manifestem.
E também tem outra né,cresci numa casa com lareira em Caçapava e minha vó nunca deixava eu ficar perto porque dizia que quando eu saísse pra rua,eu ia ficar torta.
Então,pra que lareira mesmo?
Fora que eu sinto tanto frio que quando estou na rua me contraio tanto que vivo o inverno todo com torcicolo.
E jogo no estádio?
E a libertadores?
Como é que faz?
Torcedora que nem eu que fui a Montevideo ver Gremio x Defensor em pleno maio Uruguaio?
Temperatura abaixo de zero e uma puta de uma otite no outro dia?
E o tanto que tu engorda no inverno,vivente?
Claro,o ócio faz com que tu só pense no teu próprio bucho.
E tudo que tu vai pensar em fazer com alguém envolve comilança desvairada.
Agora,pensa comigo no verão....
Ahhhhhh o verãooooo....
Banho frio,roupas leves,cervejinha gelada,alegria,descontração,música,luau,praia,sorvete,piscina,noite ao ar livre,conversa no patio olhando estrelas,casas e janelas abertas,passeio com o cachorro,andar descalço,vestido soltinho,tu só de camiseta tricolor no estádio,vento na cara,rede na varanda,marca de biquini,suco gelado,fome de menos,cores,luz do sol,céu azul,bicicleta,moto,criança de fralda brincando na areia,cheiro de bronzeador,roupa que seca em uma manhã,sandália,tatuagem à mostra,carnaval,reveillon,Big Brother,horário de verão....
Meu Deus,e não me venha ainda dizer que gostam deste maldito inverno,depois de todos estes argumentos.
E falem comigo só depois do dia 22 de setembro,por que eu tô bem braba.
E agora vou pra debaixo das 3 cobertas que me esperam,affffff....
E se vocês quiserem que eu continue escrevendo aqui me comprem um Lap Top,por que neste frio não dá pra ficar nem com os zóinho pra fora das cobertas de noite.
Abaixo o inverno!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O quadrado e a caixa redonda

Pensa assim.
Um quadrado triste que por obrigação e sobrevivência se vê na missão de entrar numa caixa redonda.
Sim,ninguém disse a ele que ele é um quadrado,e ele sabe apenas que é obrigado a entrar na caixa redonda.
Disseram ao quadrado a vida todo que ele podia ser o que quisesse,mas que invariavelmente deveria se encaixar no recipiente redondo,pois todos acabavam entrando nela.
Então ele nadava contra maré,tentando de tudo quanto era forma entrar naquela caixa.
E o coitado tentava e tentava.
E se esfalfava.
E por mais que fizesse,não cabia dentro da caixa redonda.
Esmagava um cantinho,puxava o outro cantinho,e nada.
Doía,doía.
Era penoso dobrar suas pontas para tentar caber na caixa redonda.
Todo mundo olhava o quadrado coitado,se esmagando todo,se machucando,e ninguém dizia nada.
Cada um bem faceiro dentro da sua caixa redonda.
Claro todos eram redondos ali também.
E dia após dia o quadrado se sentia mais inadequado.
A vida ia passar e ele sem obter êxito na sua jornada.
Então um dia,revoltado de tanto tentar em vão,o quadrado se rebelou.
Ficou muito irritado,chutou sua maldita caixa redonda pro inferno,não escutou mais os malditos comentários a respeito de sua dificuldade.
Com o chute a caixa esborrachou-se,ficando toda esticada no chão.
O quadrado foi até lá,emendou suas partes,e desta vez montou-a com quatro cantinhos,que coubessem exatamente nas suas pontinhas.
Sacou?
Pois tá me faltando só coragem de chutar a maldita caixa na parede.
O resto eu já identifiquei.
É,andei lendo muita fábula quando era pequena.


Ps:esta história nada tem a ver com minha opção sexual,antes que vire fofoca.
Continuo gostando de homens,este mal necessário.
Trato neste texto de coisas bem mais profundas e bem menos frívolas que isto.
Apenas cansei da minha maldita caixa redonda.
Um beijo e um queijo.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O diário de uma hipocondríaca

Tá deixa eu ver se entendi tudo que devo fazer para preservar minha saúde intacta nesta terra de enfermidades.
Devo correr pra fila da vacina da febre amarela,cuidar para não cruzar com bugios doentes,passar spray contra o Aedys Egiptys(sei lá como se escreve,tá?),cuidar com todo e qualquer recipiente com água parada,inclusive com a água que junta dentro das bromélias,andar de máscara na rua,evitar aglomeração de pessoas,não viajar pro México nem pros Estados Unidos,evitar aeroportos,evitar pessoas que estiveram no México ou nos Estados Unidos,cozinhar bem a carne de porco,evitar áreas rurais e beira de rios e açudes,sair correndo ao menor sinal de pessoas que espirrem ou tenham tosse,ler a Caras pra saber como o filhinho da Cláudia Leite contraiu meningite e evitar de fazer tudo que ela fez ou fazer tudo aquilo que ela disse que não fez.
Ah,tranquilo.
Só tenho que evitar pessoas,animais e plantas.
Hum?
Tá,acho que é barbada.
E nos outros 32 minutos que me sobrarem no dia,será que dá pra tirar uma sonequinha?

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Quando eu volto lá


>
Não posso deixar de registrar aqui,as coisas que sinto e penso toda vez que volto à minha Terra Natal,Caçapava do Sul.
Caçapava pra mim é a Matrix.
É SIM.
É como uma dimensão paralela,uma terra que não consta no espaço físico,onde o tempo não é medido pelas horas....
Cá estou pra visitar meu pai,minha madrasta e meu irmão caçula.
Já na estrada quando vou chegando perto do pórtico,principalmente quando tô com a Bruna,o coração vai apertando.
Sim por que o ser humano é masoquista mesmo e adora restaurar nos arquivos do cérebro,todas as boas lembranças da vida e deixar bem claro e escancarado que elas não voltam mais.
Não tô dizendo que não me acontecem coisas boas hoje em dia,tô tentando explicar que "certo tipo" de lembranças principalmente de infância e adolescência,sempre tem este gosto de baú velho,trancado e enferrujado,que não abre mais,guardando com ele tesouros incontáveis.
Então,quando passo pelo pórtico vou lembrando de tanta promessa que fiz,de tanta coisa que disse que jamais faria,das pessoas pelas quais jurei amor eterno,amizades que se desenvolveram,carnavais de outros carnavais...
Reencontrar parentes que há tempos não vejo,constatar que este tal lance de laço sanguineo é realmente algo desconcertante...tu pode passar uma vida sem ver a pessoa mas quando enxerga é como se tempo nenhum houvesse passado....
É também constatar que o tempo passa muito depressa,e que os irmãos mais novos crescem e começam a passar pelos mesmos perrengues que tu já passou,é verificar que a maioria dos teus grandes amigos da época "de ouro" já estão casados,mas que ainda restam alguns que continuam solteiros como tu,fazendo com que as baladas noturnas continuem parecendo um imenso dejavú.
Tô falando de pessoas como o Marcelo Couto,a Bruna(óbvio),o Tuco,Diego Camelo,André Capincho,Vaguinho,Eriton,Renata Ragagnin,Jefinho,Juliano Garcia...e por ai vai...
Pessoas que fizeram parte de um passado que se mistura de um jeito até cruel com o presente.
Cruel eu digo,por que às vezes que conseguimos nos juntar,acabamos por falar de tantas coisas maravilhosas,de tanta amizade,de tanta festa,de tanta parceria,de tantos porres....e percebemos que por mais que ainda façamos isto juntos,não é igual.
Este feriado de Páscoa foi tempo de reencontrar meus primos,de relembrar minha avó,a casa dela na General Osório,suas manias,seus trejeitos,suas reclamações,rabugisses e seu maravilhoso senso de humor,às vezes meio ferino,mas fantástico.
Foi feriado para observar o sol nascendo na Benjamim,ou na saída pra Lavras.
Aliás,espetacular,a paisagem maravilhosa na ida pra Lavras.
Colinas e mais colinas verdes,cheias de pedras gigantescas com desenhos e contornos espetaculares,coroadas de pequenos açudes à sua volta....
O sol nascendo e um silêncio absurdo,que há muito tempo eu não ouvia.
Sim,o silêncio mais barulhento do mundo.
Digo isto por que era tão intensa a falta de sonoridade,que chegava a provocar vertigem.
Estrada pra um lado,estrada pra outro,o sol rachando de tão lindo,o céu azul....aquela imensidão verde e o silêncio....
Ali existe paz.
Naquele exato local,eu enxerguei a paz materializada.
(Volto a dizer que não faço uso de substâncias ilícitas,e que quando devaneio deste jeito,é de cara mesmo)
Sinistro.
E belo,muito belo.
Ahhh...."que saudade eu tenho da aurora da minha vida,da minha infância querida que os anos não trazem mais...."
É assim,Caçapava sempre mexe com meus sentimentos,sentidos e sensações...
Nostalgia,melancolia,saudosismo?
Não sei.
O que eu sinto não tem nome.
Não dá pra rotular,só dá pra sentir.

domingo, 5 de abril de 2009

Mas que merda

Eu já falei.
Não uma,mas duzentas vezes,que nem tudo que escrevo aqui aconteceu de verdade,que nem tudo que conto aqui se passou comigo,que troco os nomes das pessoas,que muitas coisas eu replico do que ouço falar,que conto muitas histórias dos outros....enfim...
Não aguento mais ouvir julgamentos por conta de coisas que escrevo aqui.
Não,se você entra aqui achando que simplismente faço um relato da minha vida,assim como um diário,está completamente equivocado.
Conto sim,quando quero,fatos reais da minha vida e as nomeio.
Mas também conto coisas da vida dos outros,fantasio,romanceio,contemplo.
E me deixem.
Não tentem descobrir o que é real e o que eu invento.
Garanto à vocês que é bem melhor assim.
A realidade nua e crua já é dura demais.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Acontece por ai



Eles se conheceram na balada.
Parece que ela é rata de academia,não trabalha e a tarde vai pra "facul".
Ela tem muitos garotos à sua volta.
Mas pouco sabe da vida.
Ele é mais velho,um tanto sedentário,fumante,e já formado.
Na noite todos os gatos são pardos e as ratas de academia ficam ainda mais apetitosas,e os caras experientes, ainda mais interessantes.
Se pegaram perto da porta do banheiro masculino,acho que ela estava se escondendo de alguém.
Eu acho que ela já tinha catado outro por lá.
Mas é que ao ver Felipe,precisou abandonar o que estava fazendo.
Entre uma música e outra se encontravam na maldita porta do banheiro masculino.
A festa acabou,vomitaram no Felipe que precisou ir embora correndo prá casa pra tirar aquela roupa emporcalhada.
Tinham amigos em comum e às vezes se esbarravam nas festinhas.
Ficavam de vez em quando.
Joana se fazia de difícil e toda vez que dormia na casa de Felipe,saía de mansinho pra ele não acordar.
Parece que se não falasse com ele no dia seguinte,seria como se nada tivesse acontecido,logo ela não ficava no compromisso.
Usando armas mortais como MSN E ORKUT,ficavam num trelelê e não falavam nada que prestasse.
Na verdade ficavam controlando as malditas plaquinhas subirem fazendo aquele barulhinho chato e contando os minutos para o outro chamar.
Os dois faziam charme, trocavam as frases dos seus "nikis",e demoravam horas pra ter coragem de falar.
Quando um falava,várias vezes o outro já tava dormindo e não via.
Só ia ver no outro dia que o fulano tinha chamado,e então não respondia pra não dar bandeira de ser o primeiro a puxar papo.
De vez em quando um mandava mensagem pro outro no meio da madrugada embalados pela marvada cachaça,mas justo neste dia,o outro tava sempre no décimo sono e não acordava.
Era um tal de desencontro,de fazeção,de jogo de "quero mas não digo",de competição pra ver quem era o mais fodão.
As amigas dela achavam ele muito rodadinho,tinha pego gente demais,tinha amiguinhas demais,era experiente demais...
Os amigos dele diziam que ela era areia demais,que era nova demais,que malhava demais...
Estes dias mesmo se encontraram por que ele deu o braço a torcer,depois dela ter ligado para ele dizendo que estava bêbada,mas que queria vê-lo depois de uma festinha bombástica onde ela tinha se divertido muuuuuito com ceva liberada.
Mas depois disto,parece que ela saiu mais uma vez de fininho da casa dele de manhâ cedinho,deixou uma mensagem no MSN dizendo que tinha chegado bem,foi dormir e nunca mais se falaram.
Parece que ainda hoje ela coloca no "niki" do Msn que foi pra academia malhar,ele coloca que foi olhar o jogo do Grêmio,mas ficam em casa olhando pra tela do computador,na esperança do outro chamar.
O tal de destino me disse que nasceram um pro outro,mas não vai ser nesta maldita encarnação que eles vão descobrir.
Foi o que ouvi dizer,não sei.
Acontece.

domingo, 29 de março de 2009

A cama da discórdia



Em mesa de bar a melhor coisa são as histórias compartilhadas com os amigos e com a cerveja.
Já falei pra mim mesma que sempre vou sair com um caderninho ou um gravador pra anotar tudo,mas acabo sempre esquecendo.
(ás vezes dou graças à deus,mas abafa)
Enfim,no sábado o Marcelinho meu grande amigo que atende pelo carinhoso apelido de Xuxu, me contou a história de quando começou a dormir na casa da Nina,sua atual esposa.
Eis que consta que um belo dia os pais dela precisaram sair e o irmão mais novo não poderia ficar sozinho.
Então os pais da Nina pediram que o Xuxu dormisse lá para fazer companhia a Nina já que ela deveria cuidar do irmão.
Ele,obviamente adorou a idéia e foi muito faceiro experimentar as delícias de dormir no sofá da casa da namorada.
Depois deste dia,meio que o Xuxu conseguiu uma espécie de passe livre para dormir na casa da Nina.
Do sofá passou para o quarto do irmão dela,depois para o quarto dela,mas ainda num colchão no chão.
Nesta altura do campeonato,sr Telmo,pai da minha amiga Nina,já sem saber muito bem como agir teve uma brilhante idéia.
Certa feita,o meu amigo Xuxu acorda,levanta do seu colchão e vai para a cozinha tomar seu café da manhâ.(diz ele que a esta altura a intimidade era tanta que ele já ia de pijama e batia com o garfo na mesa reclamando da comida!!!!)
Quando está sentado degustando o café na casa do sogro,eis que ouve um barulho de serrote que fica cada vez mais alto.
Ele,muito intrigado e percebendo que o barulho vinha do quarto de sua namorada,resolveu conferir.
Ele adentra pela porta,quando enxerga seu sogro,serrando a cama da Nina,que era de casal,e se explicando:
-Tá vendo aquele cantinho ali,Marcelo?Pois é,tava pensando...acho que a cama da Nina é muito grande,assim,se for menor cabe ali no cantinho,fica um espaço bom no quarto dai né?
Marcelo sem saber o que fazer e com muito medo de contrariar um homem com um serrote na mão disse:
-Sim,claro Telmo...ma...mas...e o colchão?
-Ah,nem te preocupa,já botei em cima do carro e levei numa estofaria,vai ficar uma beleza...
Marcelo dá meia volta e pensa que talvez fosse melhor voltar a usar roupas e não ceroulas na hora de tomar café com a família da namorada.

Ps:Os personagens não fictícios desta história,Nina e Xuxu,vivem muito bem obrigada,num belo apartamento,e são proprietários de uma gigante cama King Size.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sempre assim

Toda vez que quero muito alguma coisa,eu não consigo esperar pra ter.
Qualquer coisa,entendem?De qualquer gênero.
Ainda mais quando não tenho certeza que vou ter,sacam?
Daí fico lá contemporizando horas de como seria se eu tivesse a tal coisa e de como eu seria feliz com ela,e de quantas coisas faria se esta coisa fosse minha.
Então,na minha ânsia absurda de ter esta coisa,eu faço de tudo para que esta coisa seja logo minha.
Afinal para que esperar pra ser feliz né?
Não,não é.
Eu me afobo,meto os pés pelas mãos,vou no impulso,me atiro,me jogo.
Daí dá tudo errado por que o apressado come cru.
Sempre foi assim e sempre será.
Me estrepo,perco as coisas que eu queria de uma forma irreversível.
Mas fazendo aqui uma auto-análise penso que eu mesma me saboto e faço tudo que é merda pra perder logo o que eu quero e não precisar ficar na angústia gigantesca de esperar pra ter,entendem?
Não,nem eu.
Só sei que é sempre assim.
E então lá se foi outra coisa que eu tanto queria,pra "cidade das coisas que eu nunca conquisto".
That's it.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Instante

Vocês já pararam prá pensar na importância de um instante?
Num átimo de segundo,num frame de filme,numa gota que cai e transborda o copo?
Eu hoje estava aqui pensando em cada segundo passado na vida da gente.
Um instante pode decidir uma vida,compreendem?
É aquele espaço de tempo onde tu decide dobrar aquela rua,descer pela esquina que tu nunca costuma passar e de repente se deparar com os olhos mais expressivos do mundo,com o sorriso mais fascinante,com a boca mais suculenta.
Seria Deus?Seria o destino?Seria teu Karma?Dharma?
Não sei,não faço idéia.Ando meio descrente destas coisas ocultas.
Mas sabe do que eu tô falando?
Daquele pedacinho de segundo onde tu resolve ir no bar tomar tua ceva e não ir embora e acaba por vislumbrar o moreno mais gato da noite e olhando pra ti?
Sim prá ti.Prá mais ninguém.
Aquele perfeito instante em que tu tá na manicure,conversando e de repente resolve dizer que tá sem emprego e descobre na cadeira ao lado o empresário do ano precisando de uma funcionária exatamente como tu?
Aquele insight que te faz parar na fila do banco por que justo naquele dia tua internet estragou e tu encontra bem ali a pessoa que tu torceu encontrar por meses?
Aquele espacinho milagroso de tempo onde tu decide ligar em vez de esperar que te liguem e descobre que a pessoa estava ansiosamente à tua espera pra te pedir perdão?
O tal de Paulo Coelho chamava isto de momento mágico ou algo assim.
Dizia que todo dia pelo menos te concedia um momento mágico,bastava perceber.
Eu sinceramente não gosto de Paulo Coelho.
Já gostei e li todos,inclusive.
Mas hoje não acho fundamento.
A não ser nesta história de pequenos e fantásticos instantes onde se pode mudar uma vida.
Onde se pode mudar um destino,um caminho,uma trajetória.
Onde se pode mudar o mundo de alguém.
Bendito instante.
Aproveite o seu.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Li e gostei

Recebi este e-mail do meu amgio Girika Pierotto e achei que precisava dividir com vocês.
Lá vai....

A crise... vista por um americano bem humorado!!!
O sujeito é americano e se chama Marc Faber.Ele é Analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, ele encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado, não fosse trágico...
"O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan... E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana. O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui. Estou fazendo a minha parte..."

Comentário de um brasileiro igualmente bem humorado:
Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior. Depois da compra da Budweiser pela AmBev (meio belga, meio brasileira), restaram apenas as prostitutas. Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, a maior parte dessa grana irá para Brasília.

Sempre plagiando

Vi Tia Renata Ragagnin escrevendo bebum e tentei fazer o mesmo.
Cá estou,semi-embriagada tentando escrever um texto que preste.
Claro que não vai sair nada de produtivo mas amanhã,entro aqui e dou risada.
Este é o clima.
Eu quero mais,tchururu...eu quero mais,tchururu....
Esta sou eu tentando escrever e cantar a música nova da Cláudia Leite...
Não colou né?
Merda.
Amanhâ é sexta e eu tento de novo.
Sei que parece que a letra fala de sobrar na plantação e chover na horta e num sei quê mais...
Como não sou agrônoma,vou dormir agora.
Beiju,e queijo e todos os laticínios possíveis...lálálálálála....
Ai,chega,que merda,vou dormir.
Fui!!!!

terça-feira, 17 de março de 2009

Lan Houses

Foi na praia que descobri o quão bizarras podem ser as lan houses ou as pessoas que as frequentam.
Fazia tempo que eu já observava o comportamento estranho dos cybernautas nestas casas,mas de uns tempos prá cá eu venho ficando embasbacada.
Aliás eu acho que quem for fazer uma tese,uma monografia de faculdade na área da antropologia,da psicologia,da comunicação social,deveria dedicar seu tempo às Lan Houses.
Aqui em Novo Hamburgo precisei usar a do shopping alumas vezes,um lugar iluminado,organizado,ventilado e tudo mais.
Mas ainda assim,acho que depois que as pessoas se sentam na frente do pc acabam por achar que estão em casa.
Estes dias tinha um com um fone de celular sem fio,no ouvido e gritando mais alto que podia:
-Manda esta bosta agora!Sim,esta merda ai,mesmo!Não recebi esta porra ainda!!!!Esta gente só caga...puta que o pariu...
Eu levei um baita susto por que até entender que o cara não estava falando comigo,nem estava tendo um surto de sinceridade com ele mesmo,nem xingando alguém da lan house,mas sim,com aquele maldito fone nos ouvidos,eu já tinha quase enfartado.
E ele ainda ficou me olhando com os olhos esbugalhados,e ligeiramente irritado por eu estar estática mirando ele sem entender nada.
Fiquei louca de medo dele me mandar à merda,a puta que pariu nesta porra,que bem ligeiro me virei pro meu pc.
Seguidamente eu também via aqueles menininhos viciados em games aqui no centro que se socam nas lan houses e esquecem o mundo.
Faziam malabarismos com as mãos,fazendo de conta que seguravam espadas,ou que davam tiros,fazendo barulhinhos espacias com a boca.
Os funcionários podiam ficar berrando horas com eles,que nada os tirava daquele transe absurdo.
Várias vezes pude perceber também gordinhos tatuados conversando no msn de fone nos ouvidos,batucando em baterias imaginárias.
Eu não sou preconceituosa,mas todas as vezes que vi alguém fazendo isto numa lan,era um gordinho tatuado,porra.
Mas na praia a coisa ficou ainda pior e mais bizarra.
Na primeira Lan que eu fui,não tinha ar condicionado de shopping,era um calorão dos infernos,um cheiro de chulé,muita gente suada e vestida de tudo que era jeito.
Tinha mulher de biquininho e shortinho,gordinho tatuado de regata preta e cuturno(conversando no msn e batucando baterias imaginárias),argentinos cabeludos conversando com seus parentes,cariocas chiando muito e com camisetas do Mengão(claro!!).
Todo mundo muito junto,muito grudado,gente reluzindo bronzeador e colando a perna na tua.
O último dia de Lan House bateu o recorde!!!!
Sentei rezando pra cadeira ao lado não ser ocupada.
Mas,do mesmo modo que anda acontecendo com tudo que eu peço,em seguida,uma guria sentou do meu lado.
Em minutos 3 piazinhos de uns 9 anos rodearam a guria e se seguraram no encosto da cadeira dela,e obviamente no meu.
Além de ficarem lendo o que eu estava escrevendo e me perguntando coisas à respeito dos e-mails que eu abria,eles sacudiam a minha cadeira,colocavam os cotovelos no meu encosto,enquanto gritavam alegremente com a garota sentada na cadeira ao lado e enchendo de farelo de Fandangos a minha mesinha.
Preciso dizer por que eu não escrevi nenhum texto pra vocês na praia?
Acho que não né?
Um dia vou ser chique que nem a Tia Renata e vou ter meu próprio notebook!!!!
Um beijo e um queijo prá vocês!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Família reunida é o bicho

Família eu acho que é tudo igual.
Umas mais loucas,outras menos,mas no frigir dos ovos,tudo igual.
A minha,portanto é maluca.
E na praia e com umas cervejinhas a mais no melão,a coisa fica pior.
Minhas tias são um caso à parte.
Uma delas pega a máquina fotográfica da mão do marido e exclama:
-Que é isto fulano???????Tirando foto da onde????????Que isto?Quem é esta velha gorda aqui,meu Deus,dá pra explicar??????
Meu tio na maior calma do mundo,vai se dirigindo até ela e conclui:
-Olha,é tu na foto,não sei se tu reparou.
Ela ficou revoltada não sei se por verificar que ela própria tinha se achado velha e gorda(o que eu não acho,por que pra mim ela sempre vai ser elegante),ou se por não ter enxergado e se dado conta do fato e ter que dar o braço a torcer ao marido.
Sei dizer que foi engraçado.
Daí a minha outra tia,não se fez de rogada e disse:-
-Não te preocupa Beltrana,estes dias eu tava na galeria,olhei bem pra uma vitrine e vi uma mulher no reflexo e pensei:
-Mas credo esta mulher nesta idade com este cabelo neste baita comprimento!!!!!
Quando me dei por conta a mulher no reflexo era eu.
kkkkkkkk
Eu aguento esta gente????
Outra atração da casa de praia foi a minha cachorrinha.
Todo mundo deu um palpite diferente sobre a criação e educação da coitada.
Como se fosse uma integrante da família que depois pudesse ficar traumatizada e com problemas de comportamento caso não fosse bem educada.
Cada uma dava o que achava que era melhor pra cachorra comer.
-Ai coitada adora um ossinho de ovelha.
(a cadela sempre comeu só ração,e pronto)
-Ai olha,ela adora um merengue,coisa querida.A Fernanda não dá comida pra esta cachorra!!!!!!
Minha mãe tava mais preocupada com quantas refeições a cadela fazia por dia do que com a alimentação de qualquer outro ser da casa.
Tentei explicar a ela que o veterinário disse que a cadela tem que comer uma vez só por dia e uns 200 gramas de comida.
Nãooooooooooooooooooo...imagina,coitada.-dizia minha mãe.
-Não deram café da manhâ pra Maya??????Gente desnaturada.
Agora o mais bizarro.
A casa inteira entrou em pânico no dia que não acharam o cocô da cadela.
Sim.
Ela fazia sempre na grama e eu recolhia,ou alguém tirava.
Um belo dia ninguém recolheu e também não havia nenhum.
Acho que minhas tias numa preocupação por terem dado tudo quanto foi porcaria pra cachorra,se apavoraram achando que a coitada tava com o intestino preso.
Daí foi um alarido.
Colocaram meu padrasto pra procurar o cocô da cadela,e a mãe gritava:
-Não adianta me trazer cocô de outro cachorro da rua,que tu não me engana!!!!!!!!!!!Eu sei como é o da Maya!!!!!!!!!!!
E o coitado do meu padrasto que nem é fã de cachorro,ficou lá,catando caca do cão.
Minha madrinha resolveu ter um papo cabeça com a Maya.
-Querida,que é que tu tem????Faz o teu cocô bem tranquila,ou tua avó vai entrar em pânico,por favor.
Como minha cadela é muito inteligente e não gosta de deixar ninguém desesperado,foi até a grama e resolveu o problema da casa na mesma hora.
E pra fechar com chave de ouro,minha cadelinha estava no cio.
Um belo dia ela tava de paquera com um cusco sarnento na grade e se deitou de barriga pra cima com as patinhas levantadas,como ela faz com todos pra ganhar carinho.
Minha mãe gritou de lá,reprimindo o assanhamento tão explícito da pobrezinha:
-Que cachorra bem cadeeeeelaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Boa frase né?
kkkkkkkkkk....
Enfim,minha família que não era adepta de cães,teve que tirar o chapéu e reconhecer que sem a Maya na praia,o verão tinha sido outro!!!!!!
Esta foi a novidade por que a loucura,meus amigos,esta é nossa velha conhecida!!!!!!